Tratamentos para Casais Homoafetivos – Mulheres
Casais formados por duas mulheres que desejam ter um filho podem recorrer à reprodução assistida para concretizar esse sonho. Atualmente, a legislação permite que uma mulher gere um bebê utilizando óvulos da parceira, desde que o casal seja casado ou esteja em união estável.
Opções de tratamento:
- Fertilização In Vitro (FIV) com sêmen de doador
Uma das parceiras passa pelo processo de estimulação ovariana para a coleta dos óvulos. Esses óvulos são fertilizados em laboratório com sêmen de um doador anônimo. O embrião resultante pode ser transferido para o útero da mesma mulher ou para o útero da parceira, no que é chamado de gestação compartilhada. - Gestação compartilhada
Este é um dos métodos mais procurados por casais homoafetivos femininos, pois permite que ambas as mulheres participem ativamente da gestação. Uma das parceiras fornece o óvulo e a outra carrega a gravidez, proporcionando um vínculo ainda mais especial com o bebê.
O sêmen deve ser proveniente de um banco de esperma, sendo obrigatoriamente anônimo, conforme as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). Os casais podem selecionar características desejadas, como cor dos olhos, altura e tipo sanguíneo.
Tratamentos para Casais Homoafetivos – Homens
Casais formados por dois homens também podem recorrer à reprodução assistida, mas, nesse caso, são necessárias duas doadoras:
- Uma doadora de óvulos – Para fornecer os óvulos que serão fertilizados
- Uma barriga de aluguel (gestação por substituição) – Para carregar a gravidez até o nascimento.
Tipos de gestação por substituição:
1️- Gestação tradicional: A mulher que carrega o bebê também fornece o óvulo, o que significa que ela tem vínculo genético com a criança.
2️- Gestação por substituição gestacional: O óvulo vem de uma doadora e é fertilizado com o esperma de um dos parceiros. O embrião resultante é transferido para o útero da barriga de aluguel, que não tem nenhuma ligação genética com o bebê.
No Brasil, a barriga de aluguel não pode ser remunerada, ou seja, o processo deve ocorrer de forma voluntária. Além disso, a mulher que irá gestar o bebê deve ter algum grau de parentesco com o casal. Em casos excepcionais, o Conselho Regional de Medicina pode autorizar outra pessoa a assumir essa função.
A medicina reprodutiva oferece diversas opções para casais homoafetivos realizarem o sonho da parentalidade. O mais importante é contar com uma equipe médica especializada para avaliar todas as possibilidades e conduzir o tratamento da forma mais segura e eficaz.