A fertilização in vitro (FIV) e a injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI) são técnicas de reprodução assistida, utilizadas para ajudar casais com dificuldades para engravidar. Ambas as técnicas começam com a estimulação ovariana, mas se diferenciam no método de fertilização.
FIV (Fertilização in vitro)
- Estimulação ovariana: O tratamento começa no segundo dia do ciclo menstrual, com a administração de hormônios que estimulam os ovários a produzirem múltiplos folículos (óvulos).
- Monitoramento: Durante o tratamento, a paciente passa por controles ultrassonográficos regulares para avaliar o desenvolvimento dos folículos e a resposta ovariana aos hormônios.
- Captação dos óvulos: Por volta do décimo dia do ciclo, é agendada a captação dos óvulos, que é feita com sedação. Através de uma agulha fina, os óvulos são retirados dos folículos e coletados para fertilização.
- Fertilização: No laboratório, os óvulos coletados são fertilizados. No caso da FIV clássica, os espermatozoides e os óvulos são combinados em um ambiente controlado, permitindo que a fecundação aconteça de forma natural.
ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide)
Na ICSI, o processo de fertilização é mais específico:
- Seleção do espermatozoide: Um único espermatozoide é selecionado e injetado diretamente dentro de um óvulo, garantindo a fertilização mesmo em casos de baixa qualidade espermática ou dificuldades de fecundação.
- Fertilização: Após a injeção, observa-se a fertilização do óvulo no dia seguinte. Caso a fertilização ocorra com sucesso, o embrião começa a se desenvolver.
Transferência dos embriões
Após a fertilização, a transferência dos embriões para o útero da mulher ocorre entre 2 a 6 dias após a coleta dos óvulos. A decisão sobre o melhor momento para a transferência depende da qualidade e do desenvolvimento dos embriões.